| |
 Policiais e bombeiros prosseguem nas buscas do menino Lucas Pereira, de
apenas 2 anos e seis meses, que desapareceu misteriosamente no final da
manhã de sábado.
Lucas reside com os pais no bairro Barra da Tijuca no Rio de Janeiro e teria
vindo no mês passado com a mãe e outros dois irmãos à São Carlos onde
residem os familiares. Devido à violência que vive o Rio de Janeiro, os pais
tinham a intenção de voltar a residir na cidade uma vez que trabalhando em
alto mar na plataforma P-16 da Petrobrás, na bacia de Campos, o pai Antonio
Carlos Ratto, 57, achava que a família ficaria mais segura em São Carlos.
A Polícia Civil já trabalha no caso, bem como o Corpo de Bombeiros prossegue
nas buscas na antiga mata da Pedreira Bandeirantes, pois a primeira suspeita
é que Lucas embora não conhecesse aquela região, poderia ter saído da casa
dos avós e se embrenhado na mata. Também a Polícia Militar vem realizando
buscas ao garoto em bairros vizinhos, pois também segundo os policiais não
há certeza que o menino teria adentrado a mata da antiga pedreira, que
embora seja dotada de cerca e placas de proibição, não poderia barrar a
entrada do menino que pode ter ultrapassado a cerca.
Extremamente abalada, a dona de casa Marcelene Érika Pereira, 33, diz que
teria deixado a criança com a avó materna e uma cunhada, dirigindo-se à casa
de uma prima e posteriormente ao shopping no final da manhã de sábado, só
regressando à tarde, quando descobriu o misterioso desaparecimento do filho.
Ela não acredita que Lucas teria adentrado à mata, fala em um possível
rapto, porém, a polícia trabalha com todas as possibilidades.
Rio de Janeiro
Segundo apurado, no dia 24 de maio Marcelene acompanhada de Lucas e de
outros dois filhos de 15 e 8 anos, teria deixado o bairro Barra da Tijuca no
Rio de Janeiro e teria vindo à casa de sua mãe Otacília Leonardo Pereira,
localizada na rua Coronel Leopoldo Prado, 2200, no Jardim Beatriz, onde
encontra-se hospedada e já teria matriculado um dos filhos em um colégio
particular de São Carlos, onde ela e o marido pretendiam criá-los, pois
segundo a família, para fugir da violência em que vive a população do Rio de
Janeiro.
Antonio Carlos permaneceu na capital carioca, uma vez que trabalha 15 dias
seguidos embarcado na plataforma P-16 da Petrobras na bacia de Campos e por
quase trinta dias, fica em folga devido o trabalho de perfuração de petróleo
em alto mar. Ele teria pretendido voltar a morar em São Carlos e viajar
somente para o trabalho a cada 28 dias que seria sua escala de trabalho como
engenheiro da empresa Petrobrás.
Desaparecimento
Na manhã do último sábado, por volta das 10h30, Marcelene apanhou seu
veículo com placas do Rio de Janeiro e solicitou à mãe Otacília Leopoldo
Pereira e uma cunhada que olhassem seus filhos, pois iria à casa de uma
prima e posteriormente seguiria ao shopping Iguatemi, onde faria compras, só
após regressaria para a residência da mãe.
De acordo com as informações, por volta das 11h, Otacília realizando os
afazeres na residência percebeu que os netos de 8 e 15 anos estariam em
casa, mas não percebia a presença de Lucas Pereira, de 3 anos, quando passou
a se preocupar passando a procurar pelo menino, mas imaginava que ele
estaria com uma das noras que chegou na casa e o pânico tomou conta da
família que não mais localizava Lucas.
Procura
Ainda segundo Marcelene, no trajeto do shopping, seu celular Nextel teria
acabado a bateria e sem comunicação não tinha conhecimento do
desaparecimento do filho. Já por volta das 14h, chegando em casa, Marcelene
foi informada sobre o sumiço do filho menor, e com o auxílio de parentes e
amigos, passou a procurar e chamar pelo menino que poderia ter atravessado a
rua e adentrado a mata.
Bombeiros
No final da tarde, percebendo que o menino não era localizado, os familiares
acionaram o Corpo de Bombeiros que enviou uma equipe de busca e salvamento,
a qual realizou os primeiros levantamentos sobre o desaparecimento de Lucas,
passando os bombeiros a realizarem as primeiras buscas na mata da antiga
pedreira Bandeirantes, enquanto a Polícia Militar, que também foi alertada,
passou a realizar os primeiros levantamentos para saber como o menino teria
deixado a casa sem que ninguém percebesse.
Já por volta das 21h, o Corpo de Bombeiros encerrou as primeiras buscas após
realizar pesquisa em locais de difícil acesso e matas fechadas por onde
possivelmente tivesse entrado na mata o menino passaria.
Registro do desaparecimento
Já por volta das 21h15, também a Polícia Militar encaminhou ao Plantão da
Polícia Civil, a dona de casa Marcelene Érika Pereira, mãe de Lucas, que
registrou boletim de ocorrência sobre o desaparecimento do menino e foi
ouvida pelo delegado Walkmar da Silva Negré, que colheu alguns detalhes da
família e do próprio desaparecido.
A Defesa Civil também alertada passou a dar suporte à Bombeiros e policiais
para a busca do menino que até o momento não foi localizado.
Falando à reportagem, Marcelene diz que o filho por costume não vai com
qualquer pessoa. Segundo ela, o menino não poderia ter entrado na mata da
antiga pedreira, pois teria medo de bichos e no Rio de Janeiro reside em
condomínio fechado, mora em apartamento, portanto não teria por costume
entrar em matas.
Extremamente abalada, Marcelene chega a dizer que o filho pode ter sido
raptado, porém a polícia ainda não confirma esta versão, mas trabalha com
todas as hipóteses.
Traje
Quando de seu desaparecimento, Lucas que é um menino, branco, com rosto tipo
índio, olhos amendoados, cabelos pretos lisos escorridos, trajava camiseta
com mangas cumpridas verde, shorts preto e tênis azul, com luzes nas solas
que piscam.
A polícia solicita a população, para que se tiver visto algo ou o menino,
mesmo sem identificar-se pode ligar para os telefones 190 (polícia Militar),
149 (Polícia Civil) 3361-1314 (Plantão da Polícia Civil) e se ver o garoto,
a pessoa também pode ligar 193 (Corpo de Bombeiros) e 199 (Defesa Civil).
Colaborou Pedro Maciel (Rádio Clube).
|
|